Dia qualquer.

Eu escrevia no meu diário,rabiscos de dor. Não sabia quando ele voltaria,se voltaria.

Chorei. Chorei muito e vejo que tudo foi uma brincadeira,um passa-tempo. Não para mim,e sim para ele.
Sei que tem seus motivos,que teve de ir,mais foi duro,foi grosseiro,o jeito que ele me deixou. 
Me abandonou quando eu mais precisava,que uma rosa nasceu no meu quintal,quando a chuva caio junto da nossa canção feita na escola,quando o sol brilhou na minha lágrima caida em meu rosto ainda feliz.
Mais então parei. Parei de lamentar,de viver só chorando,como aquelas meninas dramáticas,que ficam nos cantos,sem comer,sem menos falar com os pais,que escrevem coisas depressivas e ficam lembrando dos bons momentos juntos e choram. Pode ser estúpido o que irei falar, mais eu não quero lembrar e nem mido esforços para lembrar das coisas boas,porque sei que irei lembrar do beijo,do abraço,coisas que nunca mais terei para mim,e irei chorar. Mais uma vez chorar por quem não me merece,ou quais for outras circunstâncias. 
Então,apenas rabisco no meu diário,rabisco de dor,dor de raiva,de vingança. Sei que a vida continua e que não mandamos no coração,muito menos no coração das pessoas. Mais tenho cede,de dizer que eu também não mandava no meu coração quando sofri de dor por ele,e que hoje,se ele voltar eu vou ordenar que meu coração não bata desparado,que não quero que ele me olhe com sorriso no rosto e seus olhos azuis chamando por mim. EU NÃO QUERO!  Eu quero morte,eu quero vida. 
                                                       Então,depois do meus rabiscos matinais,me vesti e desci para mais um dia qualquer.
Então entreguei o jornal ao meu pai e deixei um recado na geladeira para a minha mãe,sai para mais um dia.
E então enxergo ele,de calças jeans,jaqueta de couro e os olhos azuis sorrindo para mim. Só uma coisa mudava,na mão,uma aliança,um anel,e dentro do carro,uma mulher, uma menina,mais linda do que eu,e confesso,queria morrer agora mesmo.
Então veio até mim,e sorriu.
- Oi Alice,tudo bem gata?
Não respondi,continuei a caminhar com ele em frente ao meu caminho.
- Braba? Eu precisei de deixar,um dia,tudo volta ao normal,um dia,como outro qualquer.Ou melhor,tão especial como hoje não é?
-Não,apenas um dia qualquer,como os de antes da primavera. 

5 comentários:

Karlo Almeida disse...

É a vida passa muito "fácil", mas é preciso aprender com o sofrimento. Acho que essa história é ficção, mas é bom pq a gente vê uma lição nela, de que é sempre bom ver onde se pisa, nem sempre vale à pena sofrer por alguém.

http://karloalmeida.blogspot.com/
passa lá, té mais

Chris disse...

Sem sofrimento e dor nós não aprendemos a viver e o tempo só passa mais devagar então.

Ana Carolina Lima disse...

Gostei do seu texto :*

Insights disse...

UHU isso ai, eu adorei o seu blog, viu! Já estou te seguindo. bjs

Wendy disse...

Gostei...

Uma situação por que passamos, mas temos q enfrentar.♥

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