Rabiscos a meia noite.

Estava exausta, muito exausta!

Voltava da escola a pé, estava exausta,mais meu pai não poderia me buscar hoje. Parei na frente de uma casa,me sentando no muro que havia nela. Cocei os olhos com as costas dos meus dedos e respirei fundo. Meus olhos estava, abertos de novo,mais não enxergava. Estava uma névoa passando por mim. Tentei abrir os olhos,mais eles estavam abertos,devia ser loucura minha. Mais não estavam,e eu não consiga abri-los. Era um pesadelo,o que  havia acontecido com meus olhos? E agora,preciso pedir ajuda. Tentei gritar socorro,mais minha boca não se abria,eu estava muito assustada que nem conseguia pensar direito. Foi ai que senti uma mão leve e lívida tocar em meus ombros. Abri os olhos e então pude ver, um arco íris ao meu redor,procurei alguém por ali mais meus olhos só encontraram uma porta semi aberta. Caminhei até lá desconfiada,parecia um sonho. Era um sonho,mais não vou me biliscar,antes de ver o que tem ali! sou muito curiosa,confesso. E se for uma coisa boa,e é mesmo um sonho(e sei que é) e depois não descubro o que é,saio no zero outra vez.
Entro em um quarto com paredes pintadas de rosa claro,com uma mesa muito elegante,com um livro aberto sem nada escrito. Tem algumas canetas coloridas,as testo na palma da minha mão,com palavras idiotas como: besta,canalha,amor.
Bem, última não é idiota! Achei por um momento lindo aquele livro e resolvi escrever algumas palavras.
Escrevi que amava minha família e queria ser uma pessoa de caráter,quando mais adulta. Meus olhos começaram a tremer,estava voltando a nevoa,hora de os sonhos acabar,pensei comigo.Uma mão pesada e quente me tocou,e me arrastou de volta para a casa verde em que tinha parado na frente. 
- Ei menina,passa a grana! AGORA! -dizia um homem encapuzado.
- Menina, AGOOORA,passa tudo que tenha,patricinha. 
Não conseguia falar,só olhava o homem encapuzado gritar comigo,estava sem reação.  Foi quando apantou uma arma em meu coração. Revirei a mochila e não achei nada,apenas um caderno que na capa dizia meu nome,em letras legiveis e decoradas com ouro. Dentro,dizia escrito,besta,canalha,amor. Nas cores das canetas do sonho. O homem incrédulo,deu um passo a frente e puxou meus cabelos. 
- Tá de sarro comigo pirralha! - gritou muito bravo e atirou em mim. Como se fosse a última meia noite da minha vida.

8 comentários:

Fernanda Praisler disse...

Adorei.

bgs

Palavras Andantes disse...

aaaaadorei.

bý : Ana Carolina L.

Chris disse...

Odeio comentarios do tipo adooooorei quando entrou tanto no meu blog como de outros, porque parece que a pessoa não leu então vou deixar um comets descente aqui.
Quando comeceia ler pensei que era você contando algo que te aconteceu pq seu pai não pode te buscar na escola e de repente pensei wow que é isso! Tinha um cara malvadçao gritando e então um tiro e ela morreu!
Gente quem diria, fugiu as minhas espectativas e foi melhor ainda.
Adooooorei.
rsrsrs

~* Bruna Morais disse...

Muito legal.
Parabéns pelo blog.

Beijos.

- disse...

O texto está bem realista, e surpreendente.
adorei *-*

www.menina-normal.blogspot.com
Passa no meu blog ?

Mayra Ribeiro disse...

Interessante o texto, está indo bem com as palavras linda; Gostei.

Anônimo disse...

Oie!! Tem um selinho pra vc la no meu blog !!

http://meninaacom.blogspot.com

beijus!!!

Anônimo disse...

Docemente Tragico.
Você é tão menina nos textos e tão mulher com os fatos.
Eu gosto de tudo isto!

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