Pela minha vida,a dele.

Não queria te machucar. EU JURO -gritei aterrorizada.
Minha mão estava trêmula, meu corpo estava frio,meus lábios estavam roxos.
 Eu estava com medo.Não com medo de me prenderem,e sim de perder o amor da minha vida. Eu havia o matado? Ou tinha salvado ele de uma morte mais dolorosa? Eu não sabia;
Liguei para a emergência, já fazia algum tempo. E nada de atenderem ao chamado. O vento soprava forte,meus cabelos estavam embaraçados e meu casaco estava com um pó avermelhado. Minhas mãos tinham cor do sangue,o sangue que derramei de meu amor.  Me deitei ao lado dele,esperando que o frio me matasse,e fosse como Romeu e Julieta, e que felizmente ele vive-se,mais eu estaria morta.Sim,eu queria ver ele feliz,e sem mim, não suportaria ver ele viver sendo que eu tentei mata-lo,por motivos egoístas,por motivo tolo. Então,algo me puxou de perto dele. Tentei gritar por ajuda,mais minha boca estava calada. Meus lábios estavam apertados e minha face tapada. Gritei e meu som saio oco. Minha mãos estavam furiosas,meus pés estavam sem movimentos. Sonhei com a liberdade,mais ela não chegou. Esperei e uma voz escutei.
 - Deixe-me falar com ela senhor. Ela deve estar melhor,eu juro. E prometo que não vou força-la a nada. Sei como lidar com ela.
-Olhe,tudo bem. Mais tome cuidado. Caso sofra algum atentado - a voz do homem falhou,com desgosto. - não terei a culpa,eu lhe avisei.
 Então a sala ficou muda. Só conseguia enxergar o teto iluminado e o reflexo de algo claro nas lâminas das lampâdas acesas.
- Ai.
Consegui ouvir minha voz. Parecia que não foi dito por mim. Falei de pressa,e sem ao menos pensar.
-Oh querida,como você está? Podemos conversar?
Então eu reconheci tudo. Me lembrei de tudo. Quiz me deitar e ser atormentada outra vez,sem minha voz,sem meus olhos poderem ver a realidade.
- Calma,não se assuste. -Repetiu a voz.
- Eu sou a culpada,eu sou a culpada.EU SOU! Eu que fiz me assustar,eu que fiz me abater.Eu o matei,oh meu Deus,eu oh matei.
Meus olhos começaram a lagrimejar e uma enfermeira entrou. Me deitou delicadamente e fez em meu braço esquerdo uma injeção.
- Obrigada! - falou a voz,se despedindo da enfermeira. -Você não teve a culpa,você foi uma cúmplice,foi um acidente,e mesmo assim,nada relacionado a você querida. - afirmou a voz.
Eu fechei os olhos e adormeci. Nos meus sonhos só enxergava o sangue derramado e eu gritando pelo perdão. Depois de algum tempo,voltei para casa. Eu estava internada. Avia sido um acidente de carro,em que meu namorado se jogou na frente do carro para me salvar. E eu então,me propus a ser condenada á isto. Hoje já se faz dois anos. Que eu me lembro das minhas palavras finais,as últimas que ele escutou Não queria te machucar. EU JURO
Então,não choro mais,não me culpo mais. Não me culpo,porque sei que ele fez isto porque ele me amava de verdade. E que se eu me culpar,ele vai ficar abatido,vai ficar triste, mesmo não estando mais aqui.

4 comentários:

Ana Carolina Lima disse...

Gostei :D

Monique Premazzi disse...

Muito bom, dude D: Amei a história, gosto de coisas sinistras assim. Pensei que ela tava louca de vez, que bom que melhorou KKKKKKKK

:*

Blanca disse...

haha, que bom que gostou! *-*

Tainá Queirós disse...

Muito bom, parabéns.

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